No Brasil milhares de pessoas desaparecem todos os anos, segundo site: radios.ebc.com.br/são,  aproximadamente 24 pessoas por dia.

Milhares dessas pessoas, cerca de 20 mil delas jamais vão ser vistas novamente, dessas 200 mil pessoas desaparecidas todos os anos, mais de 40 mil são crianças, segundo o site: observatorio3setor.org.br. Muitas das pessoas desaparecidas foram assassinadas, seus corpos foram mutilados e seus documentos queimados para que ninguém os identificassem.

Uma pesquisa realizada em 2015 nos Estados Unidos da América chegou a uma conclusão que a cada hora que passa as chances de reencontrar um desaparecido é cada vez mais difícil e, que as primeiras quatro horas que sucedem o desparecimento é fundamental para determinar a localização da pessoa desaparecida.

Em muitos casos de desaparecidos no Brasil, nos países em desenvolvimento na América do Sul, América Latina, América Central e nos país do leste Europeu o tráfico de drogas é o principal suspeito de ser responsável pelo crime, entretanto a falta de mão de obra especializada, recursos financeiros, tecnológicos e humanos torna a missão de reencontrar alguém desaparecido ainda é mais difícil.

Mas, além dos casos em que o tráfico tem sido o maior suspeito ou responsável, temos ainda os crimes comuns contra a pessoa, principalmente os domésticos, onde ex.marido ou ex.mulher são os principais responsáveis e, em muitos casos além de matar seus ex.companheiros ainda procuram sumir com o corpo, dificultando a localização da pessoa.

Caso Carlinhos

Nos anos de 1970,  um dos casos mais enigmático da época foi o do Garoto Carlinhos Ramires da Costa que foi sequestrado em 1973, filho de um dos sete filhos da dona de casa Maria Conceição Ramires da Costa e do Industrial João Mello da Costa, proprietário da industria Farmacêutica Labor em Duque de Caxias.

Na época o Brasil também era comandado pelos militares, os governadores de cada estado eram nomeados e, os prefeitos das capitais também, com tudo que os militares tinham em suas mãos o caso Carlinhos.

O caso Carlinhos Ramires da Costa foi repleto de suspeitos, informações checadas que não levaram a nenhum local, onde tudo que foi possível na época, dadas as situações e as tecnologias empregadas continua até hoje sem solução.

Caso Mércia Nakashima

Mércia Mikie Nakashina, nascida em 6 de Outubro de 1981, em Guarulhos, advogada, foi dada como desaparecida em 23 de maio de 2010 depois de um almoço em família na casa da família em Guarulhos, deixou a casa da Avó, local do almoço por volta das 18h30, distante da casa dela entre 5  e 10 minutos.

Segundo familiares ela pouco antes de deixar a residência havia recebido um telefonema de seu ex.sócio em um escritório de advocacia e namorado, Mizael Bispo de Souza.

Esse foi um caso em que a policia enfrentou grandes dificuldades, tendo que trabalhar com uma pessoa experiente, com grandes conhecimentos da dinâmica de crimes tendo em vista que Mizael Bispo de Souza tinha sido Policial Militar e era reformado por conta de um acidente, onde perdeu o dedo indicador direito.

A policia usou da tecnologia a seu favor para desmascarar e, derrubar todos os álibis do criminoso, pois sabia que nesse caso não bastava apenas saber de quem era a autoria do crime, porém que precisava colocar ele na cena do crime sem que isso deixasse dúvidas.

Para chegar a uma conclusão que chegasse a ser convincente a policia usou os recursos tecnológicos que o próprio carro de Mizael possui, como computador de bordo, gps, etc.

Ao pedir a quebra do sigilo telefônico a policia soube que ele ligou para ela, porém, também sou que ele fez ligações, visitas e esteve em contato com o executor, um vigia de um posto de gasolina.

Mas foi a localização do carro na represa de Nazaré Paulista a 6 metros de profundidade que possibilitou a prisão e condenação do réu a 20 anos e 6 meses de prisão em regime inicialmente fechado. Pois os peritos puderam colher materiais, compará-los com o de Mizael Bispo de Souza e, efetivamente colocá-lo na cena do crime.

Além da quebra do sigilo telefônico, onde constatou que ele ligou para Mércia Mikie Nakashima e, para o Vigia do Posto, teve um item que foi super importante, a coleta de algas nas margens da represa e compará-las com as encontradas em um dos sapatos de Mizael, pois aquele tipo de algas só se proliferavam ali na represa e, em nenhum outro lugar do mundo.

Apesar das negativas, das ameaças, dos tapas na mesa, Mizael foi a juri popular que consagrou o trabalho da policia e da perícia aceitando as provas e evidências coletadas e analisadas, que incontestavelmente  apontar para o Pm, advogado Mizael Bispo de Souza sendo o mentor intelectual do crime, além de ser o mandante e atirador

Por Detetive Quental

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *